quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dores, dificuldades na mastigação e respiração causados pelas DTMs

Cerca de 60% da população mundial sofre de algum tipo de disfunção nas articulações temporomandibulares

IEME Comunicação

Já ouviu falar em DTM? Pode até parecer um código estranho, mas essas três letras escondem um mal-estar que envolve articulações, mandíbula, dentes e até mesmo a musculatura da face e cabeça. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 60% da população mundial sofre de algum tipo de disfunção nas articulações temporomandibulares.

DTM significa disfunção temporomandibular, ou seja, problema nas articulações temporomandibulares (ATMs), aquelas duas articulações localizadas à frente dos ouvidos e que conectam a mandíbula ao crânio

Segundo o cirurgião-dentista Márcio Melara, a doença está associada a múltiplos fatores, como, por exemplo, a má oclusão dentária (mordida incorreta), dentes tortos, bruxismo (ranger e apertar os dentes enquanto dorme) e hábitos mastigatórios (uso freqüente de chicletes, roer unhas, entre outros). “Os sintomas também são variados e vão de dores de cabeça e na face até dificuldades na mastigação, podendo apresentar zumbidos no ouvido. Além disso, podem ocorrer desvios que limitam ou desorganizam os movimentos da mandíbula”, explica Melara.

A disfunção nas ATMs pode ser descoberta em um exame odontológico de rotina. “Como as causas são multifatoriais, o tratamento também é diversificado. Desde técnicas odontológicas tradicionais (inclusive com relaxamento da mandíbula por meio de placas relaxadoras dos músculos da mastigação) até cirurgia nos casos mais complexos”, explica. Todo o tratamento deve ser individual, de acordo com a necessidade de cada paciente e com a característica da dor. O tratamento tem diversas possibilidades. Além da odontologia, uma atuação multidisciplinar pode ser necessária, com médicos, psicólogos e fisioterapeutas. Tratamentos intensos, como infiltrações, medicação especifica, e até cirurgias podem ser necessários nos casos mais severos.

Por ocorrer desde a infância até a velhice, é difícil definir uma faixa etária mais suscetível ao surgimento das disfunções. “Há um aumento dos sintomas entre os 20 e 30 anos de vida, para depois diminuírem. Alguns sub-grupos de DTM são mais freqüentes em determinadas épocas, como, por exemplo os ruídos articulares, que aparecem mais em pessoas jovens. Já as dores crônicas e ligadas às doenças do sistema nervoso são mais comuns após os 40 anos de idade”, finaliza o especialista.
Segundo Márcio Melara, algumas atitudes ligadas à alimentação, relaxamento e alongamento podem combater a dor e ajudar no tratamento da doença.

- Dê preferência a alimentos moles, como sopa, iogurte, purês. Evite comer alimentos duros e que precisam ser mastigados por muito tempo.

- Não masque chicletes nem abra muito a boca. Evite bocejar, gritar e cantar.

- Use compressas quentes sobre a área dolorida por 20 minutos. De 2 a 4 vezes por dia.

- Relaxe seus músculos da mandíbula e tente não apertar seus dentes. Mantenha boa postura de cabeça, pescoço e costas. Isso ajuda a relaxar os músculos da mandíbula.

- Evite cafeína, pois ela pode aumentar a tensão nos músculos. Diminua a quantidade de café, chá, refrigerante e chocolate.

- Tenha um sono necessário para descansar. Evite dormir “de bruços” ou em outras posições que atinjam os músculos da mandíbula e do pescoço.

- Realize exercícios de alongamento dos músculos do pescoço durante o banho em água morna.

- Pratique exercícios aeróbicos. Caminhadas e hidroginástica são excelentes meios de ajudar a combater a sua dor, alem de proporcionar bem-estar.

Procedimentos pioneiros de neurocirurgia evitam cortes desnecessários

Cirurgia minimamente invasiva reduz riscos, tempo de internação e não deixa cicatriz

Central Press

Após dez anos de estudo na universidade de Mainz, na Alemanha, centro de referência mundial nas técnicas de neurocirurgia minimamente invasiva e neuroendoscopia, o neurocirurgião Luiz Otávio Maddalozzo retornou ao Brasil para atuar nos hospitais VITA Curitiba e VITA Batel, realizando estes procedimentos com a qualidade e experiência adquiridas no país europeu. O princípio é diminuir ao máximo a lesão desnecessária causada ao paciente no tratamento de tumores e outras lesões no crânio, oferecendo um tratamento menos agressivo, mas com o mesmo resultado terapêutico.

Além de treinamento específico e experiência, Luiz Otávio Maddalozzo tem habilidade singular com o neuroendoscópio, um sistema de câmera e micro-ópticas de 2 a 4 mm de diâmetro. Com estes instrumentos podem ser alcançadas estruturas distantes, sem a necessidade de grandes aberturas da pele, do osso ou mesmo do rosto, levando a visão do cirurgião até os locais mais profundos do cérebro.

O neurocirurgião explica que nas neurocirurgias habituais os acessos no crânio são feitos com incisões de mais ou menos quinze centímetros pela raiz do couro cabeludo, descolando o músculo e retirando uma grande placa óssea. Já na cirurgia minimamente invasiva a incisão realizada na sobrancelha é muito menor e a mesma cirurgia é feita por uma pequena janela óssea de dois centímetros, o que causa menos danos ao paciente e alcança melhores resultados estéticos, pois não se vê nenhuma cicatriz e não há atrofia dos músculos da face. Para outros grandes tumores da base do crânio, eram necessários acessos mutilantes. Agora muitos podem ser retirados por técnica endoscópica pelas cavidades do nariz, sem incisões ou fratura dos ossos do nariz.

"As técnicas minimamente invasivas chegam a todas as áreas da medicina moderna buscando tratamentos eficazes com o mínimo de efeitos colaterais e mantendo a integridade do paciente. É a medicina evoluindo e trazendo cada vez mais resultado", finaliza Maddalozzo.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Cuidados simples garantem a saúde bucal

Boa escovação e uso do fio dental previnem as doenças periodontais

IEME Comunicação

Depois das cáries, as doenças periodontais são os grandes vilões dos dentistas. Bactérias se acumulam na região ao redor do dente e atacam gengivas, ossos e os ligamentos que sustentam o dente. Muitas vezes, o acúmulo dessas bactérias é resultado da escovação e do uso de fio dental inadequados. O estágio inicial das doenças periodontais é a gengivite, inflamação da gengiva caracterizada por vermelhidão e sangramentos, que aparecem espontaneamente ou na hora da escovação.

Esses sintomas são o começo de um mal que pode piorar e quase sempre é indolor. “Não há dor porque, as gengivas, diferente dos dentes, têm grande capacidade de expansão. Quando agredidas, sua irrigação aumenta, mas elas têm espaço para receber o sangue. Isso faz com que muitos pacientes só procurem ajuda quando o estágio da doença está avançado”, explica o cirurgião-dentista Marcio Melara. Segundo dados estatísticos, 80% da população já apresentou casos de gengivite.

As doenças periodontais são causadas principalmente pela presença da placa bacteriana e tártaro no tecido ao redor do dente. A periodontite, geralmente, é conseqüência de uma gengivite não tratada, que ocorre quando os tecidos ao redor do dente já estão comprometidos. Mas, há algumas situações que podem se iniciar diretamente com a periodontite, sem passar pelo estágio inicial da gengivite. “Se o problema persistir, ocorrerá uma grande destruição das estruturas de sustentação do dente (osso, gengiva e ligamentos) e ele poderá até chegar a cair”, explica Melara.

Além disso, estudos dizem que o diabetes tipo 2 (mellitus) influencia na instalação e progressão da doença periodontal por diversos fatores, entre eles a baixa imunidade do paciente, que fica mais propenso a contrair infecções. Pesquisas mostram inter-relação de doenças periodontais com doenças sistêmicas, tais como doenças respiratórias, osteoporose, nascimento de crianças prematuras e crianças com baixo peso. A desnutrição, leucemia, AIDS e o tabagismo também são fatores que intensificam as chances de as doenças periodontais aparecem. Fumantes têm até quatro vezes mais chances de ter a doença.

A prevenção dessas complicações é simples: o uso corretamente de fio e escova dental para remover a placa bacteriana que se adere aos dentes e próteses. Se esses cuidados diários não forem suficientes para remover a placa, ela produzirá substâncias que podem irritar o tecido periodontal, causando a gengivite.

Tratamento Quanto mais avançada a doença, mais complexo é o tratamento. Segundo Melara, a gengivite desaparece com a higienização bucal. É importante sempre fazer uma boa escovação e não esquecer do fio dental, dessa maneira, o ressurgimento do problema é evitado. “Já a periodontite exige cuidados profissionais. Há a necessidade de raspagem para remoção de todo o tártaro (placa endurecida) e da superfície doente da raiz. Antibióticos podem ser receitados, especialmente quando a doença está numa fase aguda”, ressalta. Além disso, cirurgias podem ser necessárias caso a raspagem não controlem a doença, ou se estiver muito avançada, com perda óssea ao redor dos dentes.

Recomenda-se visitar o dentista para a manutenções nos dentes a cada 3 ou 4 meses, dependendo do caso.

Em tempo:

O cirurgião-dentista Marcio Melara é especialista em implantes e próteses sobre implantes. É membro da Sociedade Brasileira de Periodontia e da American Academy of Periodontology. Pesquisador independente, atualmente desenvolve pesquisa sobre a relação doença periodontal/cardiopatias ateroscleróticas junto ao Hospital Cardiológico Costantini.

Recém-nascidos sentem mais dores do que se pensava, diz estudo

BBC Brasil

Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que bebês recém-nascidos sentem mais dor do que se pensava.

A equipe, do University College London, afirmou que os bebês demonstram dores ou desconforto não apenas quando choram, mas também quando dobram pés e pernas, arqueiam as costas, esticam os dedos e fazem caretas.

Os especialistas monitoraram a atividade cerebral de 12 bebês, alguns deles prematuros, durante o teste do pezinho --um procedimento médico que consiste em retirar algumas gotas de sangue do bebê para detectar possíveis doenças genéticas e infecciosas que poderão afetar seu desenvolvimento.

O estudo, divulgado na publicação científica "Public Library of Science: Medicine", detectou que expressões faciais, como caretas, olhos espremidos e testa franzida já eram suficientes para indicar que os bebês estavam sentindo dor. O choro, afirmaram os pesquisadores, apontava que a dor estava muito forte.

Mas o monitoramento do cérebro revelou ainda que alguns recém-nascidos tiveram reações cerebrais associadas a dor, porém não as expressaram por meio de respostas físicas --o que, na avaliação dos especialistas, levanta suspeitas de que os médicos podem estar "subestimando o quanto os bebês sofrem com dores".

A coordenadora do estudo, Rebeccah Slater, espera que o trabalho ajude médicos e pais a melhor identificar os sinais de dor por meio de expressões e movimentos corporais.

"Apesar de nosso estudo ser limitado, aumenta a preocupação sobre as ferramentas que são utilizadas pelos médicos para estabelecer o nível de dor em recém-nascidos", disse a médica.

Ainda segundo a pesquisadora, o choro das crianças não é a melhor forma de avaliar sua dor. "Elas choram quando estão com dor, mas também o fazem quando estão com frio, fome, cansadas ou estressadas", declarou. "Então, só porque um bebê está chorando, não significa que esteja com dor. Além do mais, alguns nem choram quando sentem dores."

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Beba sem moderação


Gourmet, vitaminada ou simplesmente potável?
A água mata a sede, cuida da saúde e delicia paladares refinados

Agência Estado

Quem disse que a água é insípida, chocha e inodora? Pois o líquido essencial à vida ganhou status de gourmet premium e, hoje, é tema de concorridos cursos sobre harmonização com vinhos e pratos.
Segundo Renato Frascino, analista sensorial de bebidas e alimentos, na Europa e nos Estados Unidos pedir a carta de águas não é algo inusitado. "Nos Estados Unidos, o restaurante The Water Works, na Filadélfia, oferece mais de 40 tipos de águas minerais do mundo todo." Portanto, quando estiver num restaurante fino, não estranhe se, ao beber um gole d?água, um connaisseur exclamar adjetivos como "cremosidade", "corpo estruturado" e "salinidade." Como o terroir que define os vinhos, a origem da água diz muito sobre ela, como solo vulcânico (Alpes, Pirineus, Andes), degelos, pedra rolada, chão rígido, areia, rocha.

Como curiosidade, segundo o Código Brasileiro de Águas Minerais, de 1945, "águas minerais são aquelas provenientes de fontes naturais ou artificialmente captadas, que possuem composição físico-química definida e constante, com propriedades distintas das águas comuns e características que lhes confiram uma ação medicamentosa."

Cada água mineral tem sua exclusiva composição físico-química. Não existe uma água igual à outra, mesmo que seja da mesma marca; se a fonte não for a mesma, ela jamais será igual. Isso acontece graças à obra da natureza, que controla seus conteúdos de sais minerais, processados ao longo de centenas ou milhares de anos. Decorrem de diversificados tipos de rochas, por onde são filtradas, e sofrem influência de sua composição e radioatividade, além da temperatura de cada fonte.

AS MAIS-MAIS
Algumas das águas minerais tops, segundo o expert Renato Frascino: Pedra Salgada, de Portugal (encorpada e levemente salgada); San Pellegrino, que vem de um aqüífero a quase 400 metros abaixo da superfície e é gaseificada naturalmente; Panna, da região da Toscana (os primeiros registros dessa fonte são do século 2); a francesa Evian, que vem da chuva e da neve que cai nos Alpes Franceses; Voss, da Noruega, puríssima, de poços artesianos da cidade de Vatnestrom, no sul do país.

Entre as brasileiras, cita as marcas São Lourenço, Prata, Via Natural, Ouro Fino, Cambuquira, Araxá e Santa Bárbara. "Não esquecer as águas flavorizadas com um leve toque de tangerina e limão, e as com fibras e vitaminadas. Estas últimas devem ser ingeridas com acompanhamento médico." E atenção: passado o prazo de 180 dias após o envazamento, a água perde a estrutura molecular, ficando com aroma e sabor de papelão ou pano molhados.

Na próxima reunião com os amigos, coloque em prática algumas harmonizações sugeridas por Frascino, mas não se esqueça de escolher copos adequados: modelos com borda fechada são próprios para água gaseificada, pois dificulta a saída do gás. Já os modelos com a borda aberta são para água sem gás. Se quiser impressionar, arranje algumas garrafinhas de água fashion. Isso mesmo. São aquelas assinadas por designers e estilistas, caso da caríssima Voss, norueguesa, com embalagem que parece a de um perfume, criada pela equipe da Calvin Klein e que custa US$ 8.

Anote as dicas: uma água leve como a da marca Prata, sem gás, pede um vinho igualmente leve, como um Sauvignon Blanc, e frutas. Peixe gordo vai bem com água São Lourenço (com gás) e vinho Chardonnay. Uma água encorpada, como a das marcas San Pellegrino, Perrier ou Pedra Salgada, combina com bacalhau ou carne grelhada e um vinho do tipo Malbec. No quesito sobremesas, harmonize uma torta de limão ou bolo de laranja com água Ouro Fino, nos sabores tangerina ou limão, e Espumante Asti Moscatel.

SAÚDE
A nutricionista Barbara Sanches, do Centro Valéria Paschoal de Nutrição Funcional, no Rio de Janeiro, observa que a água é fundamental para o organismo, pois participa de inúmeras funções fisiológicas:

- Nosso corpo é um laboratório de química que não pára, está sempre funcionando, mesmo para cumprir ações rotineiras, como respirar, andar, sonhar, pensar, etc. Precisamos da água para que as reações químicas aconteçam. Por isso é que somos tão dependentes dela. Podemos viver semanas sem alimento, mas não passamos de alguns dias sem água, dependendo do grau de hidratação do indivíduo. E esses poucos dias que sobrevivemos é por conta da água que temos no organismo, por volta de 70%. Se não tivéssemos essa alta porcentagem, provavelmente não viveríamos nem horas!
Sobre os benefícios, lembra que tanto a saúde como a beleza são dependentes de uma boa hidratação. Esta faz com que os nutrientes sejam levados pela corrente sanguínea para todas as células do corpo, alimentando estas estruturas de modo que sejam bem formadas. Assim, é "composto" um indivíduo com pele, unhas e cabelos bem nutridos, ou seja, com uma aparência mais bonita.

A pessoa que não se hidrata adequadamente, explica a nutricionista, terá prejuízo em todos os sistemas do organismo. "Às vezes não aponta doenças, mas pode apresentar sintomas, indicando que o funcionamento orgânico não caminha bem, como, por exemplo, intestino preso, olheiras, raciocínio alterado em casos mais avançados. Mas, atenção, estes sintomas podem ser desencadeados por outros fatores que devem ser investigados."

Uma dúvida freqüente é sobre quando se deve beber. De acordo com a nutricionista, o melhor horário para beber água, ou qualquer outro líquido, é nos intervalos das refeições. Esse consumo deve ser ao longo do dia (e não tudo de uma só vez), a fim de que o organismo aproveite melhor os benefícios da reposição.

Para quem tem o hábito de ingerir líquidos nas refeições, ela observa:

- Não se deve beber nenhum tipo de líquido nas refeições, pois diluímos o ácido clorídrico e as enzimas que digerem os alimentos. Para ficar mais claro, pense em uma gota de ácido caindo em cima de sua mão. Isto vai corroer sua pele. Agora dilua esta gota de ácido em um copo de água e a derrube sobre a pele. Muito provavelmente você nem perceberá a ação desse ácido. Se, com essa diluição, não temos o trabalho efetivo das enzimas e ácidos no nosso corpo, isso resulta em uma má digestão, causando sintomas como inchaço, distensão abdominal, azia, queimação, e diminuindo o aproveitamento dos nutrientes.

Muita gente diz que bebe água morna em jejum para o bom funcionamento do intestino. Será que funciona? "O líquido é bom para o intestino, pois trabalha em conjunto com as fibras, funcionando como uma vassoura de impurezas. Mas não há necessidade alguma de beber água morna. Este é mais um mito sem explicação científica. Quem gostar de tomar a água morna, poderá substituí-la por um chá de ervas, que terá os benefícios adicionais das ervas frescas."

Quem não gosta de água pode fazer uso frutas - especialmente melancia, melão, abacaxi e goiaba -, de sucos de frutas naturais, chás ou águas aromatizadas com ervas como alecrim e hortelã. As frutas e legumes também possuem uma boa quantidade de líquido. Mas, mesmo com essas alternativas, o ideal mesmo é tentar habituar-se ao consumo de água e utilizar os alimentos como complemento, e não o contrário. Algumas opções de águas funcionais apresentam aditivos químicos, como aromatizantes, utilizados justamente para conferir sabor. "Devemos lembrar que o consumo excessivo de aditivos químicos é prejudicial à saúde."

FITNESS
Perde-se água de diversas maneiras: pela transpiração (a evaporação do suor elimina parte do calor e também substâncias importantes para o equilíbrio interno do corpo, como água e sais minerais), pela urina, por meio do metabolismo celular e pela perspiração, que é a perda de água com a respiração e a fala. Todas as vezes que se é submetido a situações de intensificação desses processos, perde-se muito mais líquido, às vezes, chegando a volumes superiores a um litro. A prática de exercícios físicos pode exemplificar essa situação. Segundo a nutricionista Roberta Stella, do Portal Minha Vida, no caso de atletas e pessoas que exercem atividades físicas, a ingestão de água evita cansaço, fadiga, cãibras. "Caso contrário, a desidratação intensa pode causar até tonturas." A sede é sinal de que o corpo pede água:

- De forma geral, recomenda-se beber oito copos por dia. Já a quantidade para quem faz esportes é maior. Duas horas antes de praticar uma atividade física, o ideal é ingerir de 250 ml a 500 ml de água. Durante os exercícios, a cada 15 minutos, deve-se beber de 150 ml a 350 ml e, depois, de 400 ml a 600 ml.

A nutricionista lembra que as bebidas isotônicas (compostas por carboidratos e sais minerais) são indicadas só mesmo para aqueles que se submetem a esforços extenuantes, como corrida, spinning, entre outros exercícios que provocam muita transpiração.

A professora de ioga Tamara Vieira, de 29 anos (que aparece na capa), tem sempre uma garrafinha de água mineral ou chá verde gelado por perto. No maior pique, reveza as aulas de ioga com corrida e tem a preocupação de manter o corpo sempre hidratado. "Acho que não basta apenas ingerir água. O que faz a diferença é um estilo de vida saudável. Sou vegetariana e tenho uma nutricionista que me orienta. Todos esses cuidados contribuem para uma boa saúde."

INCHAÇO
Se, por um lado, a falta de água leva à desidratação, a retenção de líquido no corpo ocasiona os desconfortáveis inchaços, que podem ter várias causas, como TPM, sedentarismo, menstruação, reação ao calor, variação hormonal ou doenças do coração, fígado, rim, que só um médico pode avaliar. Segundo a endocrinologista e homeopata Márcia Kelmann, da clínica Biodiet, quem mais sofre com isso são as mulheres, por causa do chamado corpo violão, biotipo cuja gordura está mais localizada no bumbum e nas coxas . "Nesse caso, os lugares de maior evidência do inchaço são as mãos e as pernas, próximo ao tornozelo. Há pessoas com retenção hídrica generalizada, com sensação de inchaço nas mamas e na barriga."

Para prevenir o problema, a endocrinologista aconselha a prática de exercícios físicos, principalmente às vésperas da TPM, o que promove o aumento do consumo de líquidos, melhorando a circulação. "Também podem ser indicadas algumas sessões de drenagem linfática e, se necessário, o uso de diuréticos de ação leve." Quem tem predisposição a reter líquido deve eliminar o sal, ingerir bastante água e frutas como melancia e melão.

BELEZA
A água hidrata, limpa e elimina as células mortas da pele. A dermatologista Denise Steiner observa que o manto hidrolipídico é uma proteção natural da pele, composta por água e óleo. "Quando se abusa dos banhos quentes e prolongados, e do uso excessivo de sabonetes, a pele fica ressecada. Para reter essa quantidade de água vital para a nossa pele, além de evitar a água quente, recomendo o uso de hidratantes, pois fazem uma capa contra outras agressões, como vento, sol, poluição."

A ingestão de água, ressalta, é benéfica como parte de uma vida saudável, com alimentação equilibrada e prática de atividades físicas . É uma aliada nos casos de inchaços ocasionados por alterações hormonais, eliminação de toxinas e ação antioxidante. No caso da celulite, quem tem o hábito de beber muita água conseguem minimizar o problema.

As águas termais vêm sendo o berço das principais indústrias cosméticas do mundo, como Vichy, Avènne, La Roche-Posay. No Brasil, o conceito do termalismo com fins terapêuticos vem ganhando mais adeptos. Só para citar algumas termas: Araxá, Poços de Caldas, Caldas da Imperatriz, Águas de Lindóia, São Lourenço, Águas de São Pedro. Entre os benefícios dermatológicos, as águas sulfurosas são as mais famosas, por promoverem a melhora de quadros de acne, oleosidade e dermatites em geral.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

VITA Curitiba prioriza atendimento de AVC

Central Press

O hospital é o único do Paraná que possui uma equipe de neurologistas de plantão 24 horas "in loco" para atender emergências neurológicas

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das ocorrências mais graves e freqüentes nos hospitais. Está entre as três primeiras causas de mortalidade e é líder mundial de morbidade. O atendimento deve ser realizado em, no máximo, três horas após o início dos sintomas para um melhor resultado.
Para diminuir o tempo de espera e aprimorar os serviços prestados às vítimas de AVC e outras emergências neurológicas, o hospital VITA Curitiba criou uma UTI Neurológica e um serviço de atendimento 24 horas, realizado por uma equipe de sete médicos especialistas, que ficam no hospital - e não em atendimento remoto.

De acordo com a neurologista e coordenadora do projeto no VITA Curitiba, Dra. Viviane Flumignan Zétola, o paciente que sofre um AVC precisa estar sendo tratado o quanto antes. “Essa intercorrência causa a queda do fluxo sanguíneo no cérebro, cujo risco de causar seqüelas é grande. Existem dois tipos de AVC, o tipo isquêmico, que é caracterizado pelo “entupimento” da artéria, e o hemorrágico que é causado pelo “rompimento” da artéria. Ambos são graves e necessitam de atenção médica imediata para evitar ou minimizar os problemas”, explica a médica.

A neurologista ressalta a importância do atendimento rápido: “alcançamos melhores resultados se tratarmos a fase hiperaguda nas primeiras três horas, mas há muito a se fazer até as 48 horas. Após isso, as conseqüências são mais graves, com maior incidência de morbi-mortalidade. Com uma equipe de neurologistas de plantão 24 horas 'in loco', o paciente poderá ser atendido imediatamente e a equipe especializada fará esse primeiro contato diretamente”.

Viviane Flumignan Zétola afirma que com a criação de uma UTI Neurológica os pacientes ficam 24 horas sob o cuidado de médicos especializados. “O número de pessoas que chega ao pronto atendimento com quadros neurológicos é muito grande. Com uma equipe especializada de plantão o paciente ganha em termos de qualidade e agilidade”, destaca.

A UTI Neurológica do VITA Curitiba foi criada em março de 2007. “O projeto tem pouco mais de um ano e já colhemos os frutos, mesmo passando ainda por um processo constante de estruturação.
Hoje queremos ampliar nosso trabalho, e além de estarmos dividindo esses plantões 24h, temos em mente iniciarmos o atendimento ambulatorial específico nas diversas áreas da neurologia, como a epilepsia, demência, distúrbios do sono, cefaléia, toxina botulínica além da vascular. O nosso objetivo é criar uma referência neurológica no país”, finaliza.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Urgência médica de Curitiba será apresentada em Lisboa

PMC

A experiência de Curitiba no atendimento a urgências médicas, baseada em um protocolo próprio de classificação de risco usado nos Centros Municipais de Urgências Médicas da Prefeitura, será abordada no Encontro Internacional do Grupo de Trabalho da Triagem de Manchester, que começa nesta sexta-feira (29), em Lisboa, Portugal, e segue até sábado (30).

Além de Portugal e Brasil, o evento reunirá representantes do Reino Unido, Espanha, Holanda, Suécia e Alemanha, países com prática na atenção baseada em níveis de urgência. O diretor do Sistema de Urgências da Secretaria Municipal da Saúde, Matheos Chomatas, que participará do encontro, diz que um dos objetivos do evento é atualizar o protocolo desenvolvido no Reino Unido para triagem dos pacientes segundo o estado de risco, do qual o Brasil poderá tornar-se signatário.

Outra meta do encontro é validar o sistema de informatização, que já está sendo discutido em nível internacional e servirá aos profissionais de saúde como um indicativo de tempo e de técnicas de atendimento para cada paciente. "É uma grande oportunidade de atualização sobre um tema que interessa muito à rede municipal de saúde de Curitiba", diz Chomatas.

De acordo com o Protocolo de Manchester, dependendo do estado em que o paciente chega ao serviço de saúde, o atendimento pode ser imediato (para as situações muito graves) ou demorar de 15 minutos até 6 horas. Apesar de parecer uma espera longa, o tempo máximo previsto - estabelecido no processo de triagem previsto no protocolo - é plenamente aceitável para um atendimento eficiente e seguro.

"É basicamente o que estamos fazendo nos Centros Municipais de Urgências Médicas de Curitiba", explica Chomatas, referindo-se à rede pública de unidades de funcionamento 24 horas, e que responde pelo atendimento ambulatorial e hospitalar de casos de urgência de média complexidade. Curitiba já tem cinco centros de urgências em funcionamento - Fazendinha, Boqueirão, Cajuru, CIC e Sítio Cercado.

O sexto equipamento do mesmo padrão, o Centro de Urgências Médicas Campo Comprido, está praticamente pronto. E a Prefeitura já deu início à adequação da Unidade 24h Boa Vista, que será o sétimo centro de urgências da cidade. Além disso, a Unidade 24h Pinheirinho mantém leitos de internamento de média complexidade e atende dentro do conceito de centro de urgências.

Triagem
Nos centros de urgências, que conseguem atender integralmente mais de 90% da demanda que anteriormente chegaria obrigatoriamente à porta dos hospitais, não funcionam senhas ou ordem de chegada. O que determina quem terá prioridade de atendimento é a triagem feita por profissionais de saúde treinados, assim que cada paciente chega ao centro. Situações de saúde que não caracterizam urgência, e poderiam ser resolvidas satisfatoriamente nas unidades básicas, são atendidas somente depois que todas as prioridades forem resolvidas.

Os centros fazem parte da rede municipal de urgências médicas, composta também pelas unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelos hospitais universitários de referência. O SAMU leva os pacientes até os centros de urgências, e, quando é o caso, transfere-os aos hospitais. Cada serviço desse porte realiza cerca de 700 atendimentos por dia.