quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dores, dificuldades na mastigação e respiração causados pelas DTMs

Cerca de 60% da população mundial sofre de algum tipo de disfunção nas articulações temporomandibulares

IEME Comunicação

Já ouviu falar em DTM? Pode até parecer um código estranho, mas essas três letras escondem um mal-estar que envolve articulações, mandíbula, dentes e até mesmo a musculatura da face e cabeça. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 60% da população mundial sofre de algum tipo de disfunção nas articulações temporomandibulares.

DTM significa disfunção temporomandibular, ou seja, problema nas articulações temporomandibulares (ATMs), aquelas duas articulações localizadas à frente dos ouvidos e que conectam a mandíbula ao crânio

Segundo o cirurgião-dentista Márcio Melara, a doença está associada a múltiplos fatores, como, por exemplo, a má oclusão dentária (mordida incorreta), dentes tortos, bruxismo (ranger e apertar os dentes enquanto dorme) e hábitos mastigatórios (uso freqüente de chicletes, roer unhas, entre outros). “Os sintomas também são variados e vão de dores de cabeça e na face até dificuldades na mastigação, podendo apresentar zumbidos no ouvido. Além disso, podem ocorrer desvios que limitam ou desorganizam os movimentos da mandíbula”, explica Melara.

A disfunção nas ATMs pode ser descoberta em um exame odontológico de rotina. “Como as causas são multifatoriais, o tratamento também é diversificado. Desde técnicas odontológicas tradicionais (inclusive com relaxamento da mandíbula por meio de placas relaxadoras dos músculos da mastigação) até cirurgia nos casos mais complexos”, explica. Todo o tratamento deve ser individual, de acordo com a necessidade de cada paciente e com a característica da dor. O tratamento tem diversas possibilidades. Além da odontologia, uma atuação multidisciplinar pode ser necessária, com médicos, psicólogos e fisioterapeutas. Tratamentos intensos, como infiltrações, medicação especifica, e até cirurgias podem ser necessários nos casos mais severos.

Por ocorrer desde a infância até a velhice, é difícil definir uma faixa etária mais suscetível ao surgimento das disfunções. “Há um aumento dos sintomas entre os 20 e 30 anos de vida, para depois diminuírem. Alguns sub-grupos de DTM são mais freqüentes em determinadas épocas, como, por exemplo os ruídos articulares, que aparecem mais em pessoas jovens. Já as dores crônicas e ligadas às doenças do sistema nervoso são mais comuns após os 40 anos de idade”, finaliza o especialista.
Segundo Márcio Melara, algumas atitudes ligadas à alimentação, relaxamento e alongamento podem combater a dor e ajudar no tratamento da doença.

- Dê preferência a alimentos moles, como sopa, iogurte, purês. Evite comer alimentos duros e que precisam ser mastigados por muito tempo.

- Não masque chicletes nem abra muito a boca. Evite bocejar, gritar e cantar.

- Use compressas quentes sobre a área dolorida por 20 minutos. De 2 a 4 vezes por dia.

- Relaxe seus músculos da mandíbula e tente não apertar seus dentes. Mantenha boa postura de cabeça, pescoço e costas. Isso ajuda a relaxar os músculos da mandíbula.

- Evite cafeína, pois ela pode aumentar a tensão nos músculos. Diminua a quantidade de café, chá, refrigerante e chocolate.

- Tenha um sono necessário para descansar. Evite dormir “de bruços” ou em outras posições que atinjam os músculos da mandíbula e do pescoço.

- Realize exercícios de alongamento dos músculos do pescoço durante o banho em água morna.

- Pratique exercícios aeróbicos. Caminhadas e hidroginástica são excelentes meios de ajudar a combater a sua dor, alem de proporcionar bem-estar.

Procedimentos pioneiros de neurocirurgia evitam cortes desnecessários

Cirurgia minimamente invasiva reduz riscos, tempo de internação e não deixa cicatriz

Central Press

Após dez anos de estudo na universidade de Mainz, na Alemanha, centro de referência mundial nas técnicas de neurocirurgia minimamente invasiva e neuroendoscopia, o neurocirurgião Luiz Otávio Maddalozzo retornou ao Brasil para atuar nos hospitais VITA Curitiba e VITA Batel, realizando estes procedimentos com a qualidade e experiência adquiridas no país europeu. O princípio é diminuir ao máximo a lesão desnecessária causada ao paciente no tratamento de tumores e outras lesões no crânio, oferecendo um tratamento menos agressivo, mas com o mesmo resultado terapêutico.

Além de treinamento específico e experiência, Luiz Otávio Maddalozzo tem habilidade singular com o neuroendoscópio, um sistema de câmera e micro-ópticas de 2 a 4 mm de diâmetro. Com estes instrumentos podem ser alcançadas estruturas distantes, sem a necessidade de grandes aberturas da pele, do osso ou mesmo do rosto, levando a visão do cirurgião até os locais mais profundos do cérebro.

O neurocirurgião explica que nas neurocirurgias habituais os acessos no crânio são feitos com incisões de mais ou menos quinze centímetros pela raiz do couro cabeludo, descolando o músculo e retirando uma grande placa óssea. Já na cirurgia minimamente invasiva a incisão realizada na sobrancelha é muito menor e a mesma cirurgia é feita por uma pequena janela óssea de dois centímetros, o que causa menos danos ao paciente e alcança melhores resultados estéticos, pois não se vê nenhuma cicatriz e não há atrofia dos músculos da face. Para outros grandes tumores da base do crânio, eram necessários acessos mutilantes. Agora muitos podem ser retirados por técnica endoscópica pelas cavidades do nariz, sem incisões ou fratura dos ossos do nariz.

"As técnicas minimamente invasivas chegam a todas as áreas da medicina moderna buscando tratamentos eficazes com o mínimo de efeitos colaterais e mantendo a integridade do paciente. É a medicina evoluindo e trazendo cada vez mais resultado", finaliza Maddalozzo.