sábado, 10 de maio de 2008

Ministério da Saúde lança campanha para estimular parto normal

O Brasil ocupa o segundo lugar no mundo em numero de cesarianas.
Cesarianas representam 80% dos partos cobertos pelos planos de saúde.

Agência Globo

O governo lança uma campanha em todo país para estimular a realização de partos normais. Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde revela que as cesarianas representam 80% dos partos cobertos pelos planos de saúde.

A promotora de vendas, Adriana Silva, já tem duas filhas. Os dois partos foram normais. "Foi uma sensação boa porque saiu rápido”, disse. O pai aguarda na sala de espera. Mais calma, depois do atendimento preliminar, Adriana diz que quer repetir a experiência. “Eu vou ter ela hoje e amanhã estou de alta e vou embora”.

Nem todo mundo pensa assim. 43% dos partos realizados pelo SUS e pelos planos de saúde são cesáreas. Entre as mulheres que têm plano de saúde o numero quase dobra: 80% optam pela cirurgia. Dos partos realizados só pelo SUS, o número cai: 26%.

No mundo todo, o Brasil ocupa o segundo lugar em numero de cesarianas. Só perde para o Chile. O ministério da Saúde faz até campanha para se livrar dessa estatística. Quer convencer as brasileiras de que o parto normal é bom pra elas e melhor ainda para os bebês.

No parto com hora marcada, o neném tem mais chances de nascer com problemas respiratórios e a mãe corre o risco de reagir mal à anestesia, ter infecção ou hemorragia. Para este grupo de grávidas é a ultima opção.
A administradora Vaneza Araújo apóia o parto normal. “Eu acho que todas as mulheres deveriam tentar o parto normal, sim , e em ultimo caso, se não der, tentar a cesárea”.

O foco da campanha também são os médicos que muitas vezes estimulam a cesariana para ter menos trabalho. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, diz que cabe ao profissional explicar a paciente que natural é o parto normal.

“Tudo isso se resolve num diálogo franco, com educação, com informação tranquilizando essa mãe e mostrando o contrário: o parto normal tem todas as vantagens possíveis de todos os pontos de vista. Então o profissional médico é fundamental nesse processo”, disse o ministro.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Dieta rica em gordura reduz epilepsia em crianças, diz estudo

Componente produzido com queima de gordura ajuda a combater convulsões.

BBC Brasil

Um estudo realizado por pesquisadores britânicos sugere que uma dieta alimentar rica em gorduras e pobre em carboidratos pode ser eficaz no tratamento de crianças com epilepsia.

A dieta, conhecida como cetogênica, é similar à Atkins, recomendando um alto consumo de gorduras e proteínas e baixo de carboidratos, como pães e massas.

Os pesquisadores, da University College of London, fizeram uma experiência com 145 crianças com idades entre 2 e 16 anos, que apresentavam crises epiléticas diárias e não haviam respondido a tratamentos com medicamentos.

Metade das crianças entrou na dieta imediatamente e a outra metade iniciou o regime três meses mais tarde.

Os especialistas verificaram que as crianças que estavam na dieta tiveram suas crises epiléticas reduzidas em até dois terços, enquanto as que estavam fora dela continuaram registrando a mesma freqüência nas convulsões.

Cinco pacientes, afirmaram os cientistas, tiveram uma diminuição de mais de 90% na freqüência das crises.

A dieta, no entanto, provocou alguns efeitos colaterais nos voluntários, como prisão de ventre, vômito, cansaço e fome.

Os especialistas ainda não sabem exatamente como a dieta funciona, mas acredita-se que corpos cetônicos, produzidos pela queima de gorduras, ajuda a combater as convulsões.

Helen Cross, coordenadora do estudo, disse que os benefícios da dieta já são conhecidos há algum tempo, mas que o regime ainda não é muito divulgado porque enfrenta grande resistência por parte das crianças.

A médica pondera que a dieta deveria ser usada apenas em pacientes com formas severas da doença.

"Se a epilepsia for facilmente controlável com a mediação, eu não recomendaria o regime. Mas se pelo menos dois tratamentos já falharam, então a dieta deve ser considerada", disse ela.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Lancet.